terça-feira, 4 de março de 2008

convite inauguração_SMTT


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Regimento Interno da Renoi


Já está disponível na internet o Regimento Interno da Rede Nacional de Observatórios da Imprensa (Renoi). Leia o regimento na íntegra

Caso Joanna Maranhão: Crônica de uma morte anunciada


Hoje pela manhã acordei com uma matéria no Bom Dia Brasil, da Rede Globo sobre o abuso sexual sofrido pela nadadora Joanna Maranhão, quando do início de sua carreira no Recife. A matéria trouxe o assunto como fato concreto, realmente acontecido, quando na verdade não passa de uma acusação de um possível crime acontecido há 11 anos. A forma como a imprensa brasileira está noticiando os fatos me lembra um dos ótimos livros de Gabriel Garcia Marquez, o "Crônica de uma morte anunciada".

Apesar de não ter assitido a todas as publicações do dia sobre o assunto foi fácil perceber pelas matérias veículadas na internet, o rumo que a imprensa brasileira está dando ao caso. O fim me parece não ser um dos melhores. Começando pela primeira matéria do dia sobre o assunto, a do Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que além dar o caso como fato concreto, trouxe depoimentos de outros técnicos da nadadora e sonoras com pais de jovens atletas dizendo coisas do tipo: "não podemos deixar nossos filhos sozinhos, principalmente na hora de ir no banheiro".

Os erros cometidos em 1994, com o exemplar caso da Escola Base, parecem resurgir das cinzas. Primeiro, a nadadora usa a imprensa, a SporTV News da França, para tornar pública a acusação a seu ex-treinador. Já no Brasil e com o clima vamos linxar o técnico, a mãe da nadadora torna público o nome do acusado. A imprensa e suas ferramentas de hotnews (notícias quentes) e notícias de última hora nem se aperreiam em divulgar o nome do possível violador.

A divulgação pública do nome do acusado, principalmente pela mídia faz com que medidas sejam tomadas de forma precipitada, a exemplo da demissão do técnico de seu atual emprego, o que já aconteceu. Joanna e sua mãe, apesar de ressentidas ainda não deram entrada num processo contra o ex-técnico e se irão fazer, farão por pressão indireta da mídia que precisa de mais fogo na lenha.

Fogo na lenha que pode queimar a própria imprensa, ao não apurar corretamente o caso. Apuração esta que deveria começar com perguntas simples do tipo: Por quê denunciar só agora? Por quê colocar este fato acontecido há 11 anos como motivo dos maus treinos e consequentemente maus resultados? Por quê ainda não deram entrada num processo contra o ex-técnico?

A imprensa e a violência sexual - A imprensa brasileira ainda não aprendeu a cobrir corretamente casos jurídicos, judiciais e até mesmo os policiais. Quando fazem bem feito, fazem de forma tendenciosa. Tratam acusados como culpados por puro despreparo e desconhecimento de trâmites judiciais. No caso da violência sexual, a imprensa sempre tem tratado o tema com certa irresponsabilidade, divulgam nomes de possíveis agressores como culpados, sem levar em conta as consequências que podem ser sofridas pelo acusado numa sociedade que pune a ferro e fogo violadores dos direitos sexuais.

Voltando ao caso de Joanna Maranhão, só mesmo a imprensa poderá culpar o ex-treinador, já que será muito difícil, já que tantos anos se passaram, provar quem está ao lado da verdade. Ao tratar o acusado como culpado, a imprensa cava sua própria cova, de uma morte anunciada numa crônica não tão engraçada como a de Gabriel Garcia Márquez.

Relexões sobre os personagens negros em Duas Caras

A novela global Duas Caras, deve ser uma das que mais possuem personagens negros em uma novela não épica. É também esta, uma das poucas novelas em que os negros não atuam apenas como empregados de patronos brancos e mesmo assim ainda está impregnada de signos que perpetuam o preconceito, étnico, social e de gênero na mídia brasileira. Vamos analisá-los um a um...

O primeiro deles é o núcleo do advogado Barretão, interpretado por Stênio Garcia. Sua filha se apaixona por um negro, o Evilásio, vivido por Lázaro Ramos. Em um dos capítulos ele diz claramente que não gosta desta raça, desta gente de cor. Será que precisamos levantar a bandeira do combate ao preconceito desta forma? Acredito que é muito melhor vencermos o racismo mostrando igualdade e não diferenças, ou melhor, de que somos diferentes, mas que todos devemos nos respeitar, independente de cor, raça ou credo. Seria muito melhor se ele aceitasse e recebesse de braços abertos o negro da favela dando uma lição de moral.

Ainda no núcleo do advogado, seu filho Barretinho passa boa parte dos capítulos assediando a empregada negra. Neste caso existe dois problemas: o da empregada assediada sexualmente e o de que tudo aponta que eles devem no final da novela ficarem juntos. Aí é a empregada negra sucumbindo ao patrão branco. Pode parecer que estou exagerando, mas o conjunto de códigos da novela me faz crer que é esta a idéia.

Ainda num dos primeiros capítulos da novela, um dos assessores do vilão Marconi Ferraço dizia que era melhor logo expulsar os invasores da área onde hoje cresceu a favela, antes que eles aleguem serem descendentes de quilombolas e o governo cedesse o terreno. Uma simples frase contribui para desconstrução dos movimentos e comunidades que almejam serem reconhecidos de descendência quilombola. Esta frase os coloca como aproveitadores de uma situação de reparação. A mesma emissora há pouco tempo publicou matérias em que anunciava fraudes em processos de reconhecimento de comunidades quilombolas na Bahia.

Outro ponto a ser discutido é o personagem da atriz Adriana Alves, a morena, ex-namorada do Juvenal Antena. Ela sumiu por dez anos e agora reapareceu com o título de Condessa de Finzi Contini. Ela conseguiu o título após casar-se com um italiano rico e muito velho. Logo tornou-se viúva, a condessa retorna ao Brasil. É o típico caso da mulher, principalmente da mulata brasileira tipo exportação, que se envolve com os gringos e ficam ricas no famoso golpe do baú. Ainda que houvesse amor, entre ela e o marido falecido, a forma como ela se reapresentou a colocou com uma prostituta aproveitadora.

Rudolf Stenzel é um aluno negro da Universidade Pessoa de Morais e considerado um mau exemplo, já que nunca frequenta as aulas e mobiliza politicamente alguns outros alunos. No último capítulo que assisti, Rudolf dá uma queixa de racismo contra o reitor Fernando Macieira, personagem de José Wilker. A queixa então é discutida por todos, já que, sem conhecer o aluno por suas ausências, o reitor o chama de Zumbi, no sentido de morto-vivo. O episódio fortalece a desconstrução das denúcias de preconceito feitas por pessoas e movimentos negros no país, já que coloca o caso como uma má interpretação do negro. Neste caso é verdade, mas na maioria das vezes não é caso de má interpretação e a Vênus platinada quer que imaginamos que seja.

Até na favela da Globo, a maioria da população é branca e o líder também, indo contra toda a realidade da maioria das favelas do país. No caso da Amap (Associação de Moradores Portelinha), o líder Juvenal Antena é branco, sua assistente é branca, seus capachos, na maioria são brancos, apenas seu sucessor, o Evilásio é negro. Apesar de existir um núcleo essencialmente negro, do terreiro de Mãe Setembrina (Chica Xavier), a maioria dos moradores da favela também são brancos. E este este núcleo ainda sofre com a repressão dos evangélicos...

Digo que tal personagem é branco ou negro de acordo com o senso-comum, já que num país mestiçado como o nosso é muito difícil definir o que é branco ou que é negro. Quando falo de questões raciais também faço baseado no senso-comum, já que não comungo do termo e acredito que ao dizermos "sou da raça negra" só reforçamos a estratégia de segregração branca de tempos passados, já que somos todos de uma única raça, mas de etnias, origens e referências diferentes.

Não faço parte de nenhum dos movimentos negros do país, pois não comungo com nenhuma das ideologias adotadas, mas também não desvalorizo suas lutas e conquistas. Este texto é apenas a minha visão sobre a novela e espero levantar um debate sobre o tema.

O Quênia, Bhutto e a correspondência internacional no Brasil

O mundo cada vez mais globalizado, ferramentas de interatividade e comunicações cada vez mais alcançáveis e potentes e agências de notícias cada vez mais poderosas podem dar, no Brasil, um fim na boa função de correspondente internacional.

O mundo cada vez mais globalizado, ferramentas de interatividade e comunicação cada vez mais alcançáveis e potentes e agências de notícias cada vez mais poderosas podem dar, no Brasil, um fim na boa função de correspondente internacional. Ainda existem aqueles que estão sempre fora do Brasil, como Marcos Losekann, Sônia Bridi ou Jorge Pontual, que estão sempre fora mas nunca num único país.

Mas porque é preciso ficar mais tempo? Será que um ano, dois que sejam é tempo suficiente para conhecer os conflitos históricos, a cultura e o pensamento político de um país? Este tempo é justamente o período de amadurecimento do correspondente, quando seu texto/matérias estão no auge são transferidos. Existe uma diferença muito grande entre escrever notícias "do-para" seu próprio país e produzir matérias para seu país sobre o país d´outros. É preciso que o receptor, nós brasileiros, tenhamos o contexto completo da situação para entender a notícia de uma forma aproveitável.

Quênia e Bhutto

Dois episódios recentes mostram a falência da correspondência internacional do nosso país: a morte da ex-premiê do Paquistão, Benazir Bhutto e os conflitos políticos no Quênia. O primeiro exemplo mostra a qualidade e a força das agências de notícias como a Reuters, que pautaram os muitos jornais impressos do país, com imagens iguais e textos recozidos. Já as mídias televisivas e internet mostram a interatividade destas agências com um pouco de correspondência internacional, imagens recentes e de arquivo de toda a família Bhutto e, principalmente a Globo, fez uma boa contextualização do "episódio mais sombrio da história do Paquistão".

O segundo exemplo, dos conflitos políticos no Quênia mostram dois pontos a serem refletidos: a falta de contextualização sobre o conflito, já que muitas matérias apenas abordavam o incêndio brutal numa igreja em Nairóbi e somente depois, quando os conflitos tomaram uma dimensão maior, a grande imprensa contextualizou o assunto, mas de forma tímida, acredito, mas não posso também ficar no "achismo", que este episódo do Quênia mereça uma atenção maior.

O segundo ponto é ainda mais importante. Nossos correspondentes estão nos lugares certos? Não, não estão. Os Estados Unidos aos poucos perdem a sua potência econômica e cedem espaços para os países asiáticos. Nossos correspondentes ainda estão presos em Nova Iorque, Londres e raramente em algum país do Oriente Médio. O Oriente tão desconhecido para nós ocidentais não ganhou a merecida atenção da mídia. Enquanto o jornalismo o esquece, os orientais elevam-se econômicamente.

As entradas dos correspondentes nos jornais televisivos brasileiros, sobre a morte de Bhutto mostra que nossa correspondência internacional reproduz correspondência. "Marcos Losekann, de Londres, para o Jornal Nacional". "Sônia Bridi, de Nova Iorque, para o Jornal Hoje". Nenhum dos nossos correspondentes estavam em algum país da região.

Isso é ruim para o leitor-telespectador, isso é ruim para o jornalismo brasileiro, que às vésperas de comemorar seu bi-centenário em terras canarinhas, vai no mesmo barco de experiências que não deram certo...

A mídia e o fim da CPMF

"A maior derrota do Governo Lula", veio com sabor de vitória para a mídia brasileira. Muitos jornais não conseguiram esconder seu ar de contentamento nas matérias publicadas na manhã desta quinta-feira (13), quando, ao final da contagem, a base aliada contabilizava 45 dos 49 votos necessários para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A mídia tem sua parcela de culpa, ou melhor mérito, na não aprovação da CPMF? Sim, ela tem.

Lembremos que o imposto foi criado em 1993, na época, a oposição formada em sua maioria por petistas e outros partidos "vermelhos" eram contra. Por três vezes, a contribuição foi prorrogada sob o silêncio da mídia brasileira.

Desta vez, a prorrogação foi um prato cheio para a imprensa. Os oposicionistas da época defendem a sua manutenção, enquanto os parteiros tucanos e aliados visam a sua extinção. A decisão do Governo Lula foi apresentada como uma questão ética pela grande mídia. Se eles não a queriam no passado, porque querem a CPMF agora?

Como numa conspiração perfeita, o agendamento do caos da saúde também colaborou com a queda do tributo na noite de ontem, em sessão dirigida pelo novo presidente do Senado, o potiguar Garibaldi Alves. O governo alegava que a saúde seria a área mais afetada com o fim da contribuição. A mídia, para lembrar e rechaçar a tentativa do governo em prorrogar o tributo para o bem-estar nacional, resgatava as matérias do agenda-setting da saúde, mostrando que com ou sem o imposto a saúde passa mal.

Depois da saúde, que não passa bem às vistas da mídia e da "opinião pública" ou publicada é o próprio Senado, no episódio brejeiro do senador alagoano Renan Calheiros. Nesta, a mídia nos dava a entender de que, como o presidente da Casa Legislativa é alido ao Governo Lula, esta era uma parte do governo. Se a credibilidade política não vai bem desde os tempos mensaleiros, agora despenca. A mídia investe na queda do senador e constrói a nova musa Mônica Veloso.

A mídia traz à tona o agendamento da CPMF também como uma responsabilidade do Senado Nacional em reprová-la, a fim de mostra sua independência em relação ao Governo Lula e como forma de resgate de sua credibilidade junto à "opinião publicada".

terça-feira, 3 de julho de 2007

Mesmice

Pela segunda vez em seis meses, um site copiou a identidade visual do portal de notícias da TV Globo, desta vez, além do layout, o GP1 também usa um nome que se assemelha ao do site das Organizações Globo.

O designer Rafael Cavalcanti, da agência Mundi, foi o responsável pelo trabalho. De acordo com o profissional, a cópia ocorreu por “pressão do cliente” que pediu um layout “puxando para o lado” do G1. O Comunique-se contatou o GP1, mas não houve nenhuma resposta.

A assessoria do G1 informou que o caso foi encaminhado para o departamento jurídico que avalia a situação. Em janeiro, o site A Notícia Digital fez o mesmo, mas rapidamente efetuou modificações no layout após ser contatado pela reportagem do Comunique-se.

Via Comunique-se

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Capitalismo selvagem

Mataram o No Mínimo. Site de jornalistas mais querido do Brasil. Apesar de contar com mais de 150 mil assinantes e mais de 3 milhões de visitantes mensais, o site não conseguiu atrair a atenção de anunciantes e patrocinadores e agora nos deixa órfãos de boas matérias e artigos. Num momento em que a figura do jornalista sofre diversos revés, outro baque para nossa categoria.
Via Sarapatel

sábado, 30 de junho de 2007

Padrões de consumo de notícias online



A Akamai, um empresa de consultoria para negócios online, oferece um serviço que monitora o consumo de notícias em qualquer parte do mundo. Trata-se do Net Usage Index for Advertising que permite acompanhar 24 horas por e sete dias por semana os padrões de consumo de notícias.
Nos dois gráficos acima, temos representações do consumo de notícias na América do Norte e América do Sul. Além da diferença em números de visitantes por minuto, é interessante notar também que os horários dos picos de acesso são diferentes. Enquanto na América do Norte o pico de consumo situa-se ao redor das 15h., na América do Sul ele se desloca para as 17h.
Os usuários que adquirem o serviço têm acesso a dados sociológicos e geográficos detalhados do consumo.

Via GJOL

Coisas que não acontecem na mídia brasileira

Uma apresentadora de televisão do canal a cabo americano MSNBC se negou a ter como notícia principal de seu programa uma história sobre Paris Hilton, alegando que estava cansada da cobertura da imprensa à polêmica patricinha de Hollywood.

Mika Brzezinski rasgou a pauta e a colocou em uma máquina de triturar papéis na manhã de sexta-feira, depois que seus editores pediram que usassem uma informação sobre Paris Hilton como a principal de seu telejornal.

"Escutem, simplesmente não acredito na cobertura desta história, e muito menos como nota central em um noticiário quando se tem um dia como hoje", disse Brzezinski.

Via AFP

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Fim dos jornais impressos?

Que a Tv é a mídia mais procurada todos já sabem, e que o rádio vem logo em seguida idem. Porém, a grande surpresa é a internet superou os jornais impressos em número de leitores.

Os dados são da pesquisa nacional realizada pelo Instituto Sensus sobre os meios de difusão de informação para a massa. Segundo a pesquisa, a tevê é meio mais procurado com 69,3%, o rádio ocupa a segunda posição com 14% e a internet registrou 9,4%. Os jornais impressos somaram apenas 5,4% e a revistas, 0.9%.

Lançado o jornal "Bahia Notícia"

O novo jornal de Salvador, o "Bahia Notícias", foi lançado hoje (dia 28), no restaurante Barbacoa, com a presença de jornalistas, artistas, publicitários e empresários. O jornal terá tiragem de 50 mil exemplares e será distribuído gratuitamente sempre às sextas-feiras e sábados nas estações de transbordo, postos de bandeira BR, principais cruzamentos da cidade, e nos bairros populares.

De acordo com o jornalista e diretor do órgão, Ricardo Luzbel, o jornal "Bahia Notícias" nasce como uma tribuna livre para que o leitor possa apresentar às autoridades públicas e aos demais segmentos da sociedade seus anseios e as suas reivindicações. A primeira edição publica uma ampla entrevista com o prefeito João Henrique.

O foco do jornal será o público das classes mais baixas, ou seja mais um jornal presepeiro na Bahia.Em breve, uma análise do Bahia Notícia.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Abertas inscrições para V SBPJor

As inscrições para o V Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo estarão abertas até o dia 30 de outubro. Todo o processo será feito através de sistema on-line disponível em http://www.sbpjor.ufsc.br/5sbpjor.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Fotojornalismo no Google News

O Google News está testando uma versão que apresenta as notícias através de fotos. Ao passar o mouse sobre uma foto, um resumo da notícia se abre na coluna de texto à direita. Clicar na foto leva o usuário ao texto completo.
É possível também fazer buscas por assuntos, que resultam em novas páginas com fotos.
Por enquanto o serviço está disponível apenas para as páginas do Google News dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e China.

Experimente navegar pela versão norte-americana do Google News Images.

Via GJOL

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Mídias alternativas são as melhores

O Troféu Dia da Imprensa revelou um dado positivo: a audiência escolheu os veículos alternativos. Foram quase 20 mil votos do público enviados à revista Imprensa, organizadora do Troféu.

Na categoria “hard news”, a agência Carta Maior obteve 64,05% dos votos e ficou com o troféu, vencendo a Agência Estado, com 21,56% dos votos, G1 (da Globo) com 5,66% e Uol News, com 4,96%.

Na categoria melhor revista semanal, a vencedora foi a revista independente Carta Capital, que teve 75,01% dos votos. Venceu nada menos que a Veja, que ficou em segundo com apenas 18,69%, vindo em terceiro a Época, com 3,79%.

Entre os blogues jornalísticos, ficou em primeiro lugar o blogue do jornalista Luís Nassif, que produz sua página sem vínculos com empresa de mídia. Ele teve 65,85% dos votos, e o segundo lugar foi Ricardo Noblat, do Globo Online, que teve 21,07% da preferência.

Via Agência Pulsar

Sobre o Encontro Nacional de Comunicação

1 - CARTA ABERTA AO PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

É notória a importância da comunicação na formação de valores e opiniões, no fomento e na produção das culturas e nas relações de poder. Por isso, a compreensão da comunicação como um direito humano é condição fundamental para que este processo social seja voltado à promoção da emancipação de homens e mulheres, na consolidação de uma efetiva democracia e na construção de um País justo e soberano.
No Brasil, ainda há um grande caminho a percorrer para que a comunicação cumpra este papel. O modelo vigente é marcado pela concentração e a hipertrofia dos meios em poucos grupos comerciais, cujas outorgas são obtidas e renovadas sem controle da sociedade e sem critérios transparentes. O predomínio da mídia comercial marca também a fragilidade dos sistemas público e estatal, que só agora estão entrando na pauta de preocupação de Estado com o debate sobre a criação de uma rede pública de televisão. Este quadro vem sendo mantido pela ausência do debate e pela exclusão do interesse público na elaboração e aprovação das políticas públicas e de regulação que organizam a área. Historicamente, as decisões relativas à comunicação no Brasil têm sido tomadas à revelia dos legítimos interesses sociais, quase sempre apoiadas em medidas administrativas e criando situações de fato que terminam por se cristalizarem em situações definitivas.
A necessidade de corrigir tais distorções históricas emerge justamente na hora em que a convergência digital torna cada vez mais complexo o processo de produção, difusão e consumo das informações. Frente a isso torna-se urgente a redefinição de um novo e legítimo marco institucional para as comunicações, haja vista que a legislação para as comunicações carecem de revisão seja pela necessidade de sua atualização, seja por falta de regulamentação específica dos princípios constitucionais ou, ainda, por sua inadequação à noção da comunicação como direito humano e social.
Isso inclui o debate sobre a comunicação em toda a sua complexidade, envolvendo todos seus setores, bem como a interface destas áreas com a cultura, a educação, a saúde, as tecnologias e a cidadania. Ressaltamos aqui que não se trata apenas da reflexão sobre os meios, a cadeia produtiva e os sistemas, mas sim, das diversas formas pelas quais o conteúdo, enquanto conhecimento, cultura, lazer e informação - inclusive comercial -, são produzidos, difundidos, assimilados e usufruídos pela população.
Diante de todos estes pontos, nós, parlamentares, pesquisadores, trabalhadores e representantes dos movimentos sociais e de entidades voltadas à democratização da comunicação, presentes ao Encontro Nacional de Comunicação, convocado pelas comissões de Ciência Tecnologia, Comunicação e Informática e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, vemos na realização da Conferência Nacional de Comunicações - legítima e democrática - a oportunidade concreta para enfrentarmos este debate.
A Conferência Nacional de Comunicações pode constituir um marco histórico de mudança da relação passiva da população com a mídia, significando uma inflexão no histórico de baixa abertura do Estado brasileiro à participação social na elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas para o setor.
Para que a Conferência cumpra este papel, é fundamental que ela se constitua como processo e inclua, entre outras coisas:

A sua incorporação como compromisso dos poderes da República, especialmente do Executivo Federal com todos seus órgãos relacionados ao setor; bem como o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público;
A adoção do princípio da ampla e democrática participação como forma de trazer as contribuições das mais várias representações da sociedade organizada para o debate da Conferência;
O mais amplo envolvimento da população através da realização de etapas estaduais e regionais antes da etapa nacional;
A inclusão da sociedade civil no processo de organização da Conferência, garantindo inclusive meios materiais para esta participação; e
O compromisso de, a partir do debate com métodos democráticos, construir linhas gerais para um novo momento nas políticas públicas para as comunicações; entendendo que qualquer mudança substancial nas políticas vigentes deva ser feita somente a partir das deliberações da Conferência.
Tais preceitos não são uma novidade resultante de elaboração deste Encontro Nacional de Comunicação, mas a reafirmação de formatos de construção que vêm marcando a realização das conferências promovidas por este governo. Já no caso da comunicação, estranhamos o anúncio do Ministério das Comunicações sobre a realização de um evento que está sendo chamado de "conferência nacional" já para o mês de agosto de 2007. O caráter sinalizado pelo Minicom contrasta com os procedimentos adotados por este governo em outras conferências, pois inviabiliza a construção democrática e a organização de etapas prévias estaduais e regionais preparatórias que garantam a legitimidade da Conferência Nacional de Comunicações.
Esperamos que a coerência e o respeito às experiências relativas às conferências sejam a tônica da construção deste processo no setor da comunicação. Do contrário, este governo corre o risco de promover aparentes processos democráticos enquanto perpetua o alijamento dos cidadãos brasileiros da definição sobre os rumos deste instrumento fundamental à democracia em nosso País.

Encontro Nacional de Comunicação:
na luta por democracia e direitos humanos
Brasília, 22 de junho de 2007

Cristovam Buarque surge na blogosfera


Cristovam Buarque (PDT) foi o primeiro senador da República a lançar um blog oficial de seu mandato. O senador blogueiro levanta, assim como na sua candidatura à presidência, a bandeira da educação pública de qualidade. O próprio lay-out do blog, como um mural e uma folha de caderno mostra isso.


O blog do senador ainda traz, além da sua agenda de compromissos, como senador, intlectual e cidadão, as ações realizadas por seu mandato, arquivo de clipagens de notícias sobre o senador, artigos, discursos, entrevistas, textos publicados e enquetes.


O surgimento deste blog mostra o que pode ser uma tendência: a participação de políticos na blogosfera. O chato é que boa parte deles já dominam, de uma forma ou de outra, os meios de comunicação digamos "convencionais" e agora partem para publicações no alternativo, neste caso, a internet.


O Blogo do Cristovam já possui cerca de 2 mil aceesos por dia e desde o início deste mês pode ser conferido através do Portal IG

No entanto, o que mais devemos ter é um senso crítico cada vez mais apurado para o que se lê na internet. A livre produção de conteúdo nos exige isso, agora, ainda mais com a participação dos políticos brasileiros...

domingo, 24 de junho de 2007

Ministro pede faxina nas rádios comunitárias

"Precisamos de uma grande faxina nas rádios comunitárias". A declaração foi do ministro Franklin Martins, durante o Encontro Nacional de Comunicação - ENC, realizando na Câmara dos Deputados nos dias 21 e 22 de junho. O evento integra os preparativos da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que ocorrerá somente no ano que vem para debater, entre outros a democratização da comunicação no Brasil.
"Temos rádios comunitárias que são comunitárias e funcionam legalmente, outras funcionam ilegalmente. Temos aquelas que não são comunitárias, são na verdade comerciais que funcionam legalmente, e tem essas que não são comunitárias que funcionam ilegalmente”, disse o ministro.
O sistema de radiodifusão, principalmente, as rádios comunitárias é o calcanhar de Aquiles na área comunicacional do governo Lula.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

243 jornalistas se exilaram desde 2001

243 profissionais da imprensa tiveram que se exilar para fugir da violência e ameaças de morte em seus países desde 2001. Os dados são do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ).
Segundo o estudo entre as causas do exílio constam: ameaças de violência ou morte, prisão e assédio resultante da prática jornalística. Outra constatação foi que apenas 30% dos exilados continuam trabalhando na área em novos países.
Colômbia, Zimbábue, Etiópia, Eritréia e Uzbequistão são os cinco maiores responsáveis pelo exílio. Reino Unido (24), Quênia (21), Canadá (20) e Estados Unidos (7), são os maiores acolhedores.

O Estudo completo pode ser visto aqui


Este post vem do GJOL.

Já está disponível on-line - e para vendas on demand a €25,00 - o livro-coletânea Jornalismo Digital de Terceira Geração, que reúne artigos apresentados durante as “Jornadas Jornalismo On-line.2005: Aspectos e Tendências”, que organizei durante o período do estágio-sanduíche na Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã/Portugal.
Além dos textos dos seis participantes das jornadas: António Fidalgo, Anabela Gradim, João Canavilhas (UBI); Concha Edo (Universidad Complutense de Madrid); Jim Hall (University College Falmouth); e Suzana Barbosa (Universidade Federal da Bahia), o livro agrega mais duas importantes contribuições produzidas pelos pesquisadores Elias Machado (Universidade Federal de Santa Catarina), Marcos Palacios (Universidade Federal da Bahia) e Paulo Munhoz (Centro Universitário, FIB).
Os artigos abordam aspectos que refletem a evolução do jornalismo digital em seu estágio denominado como terceira geração, indicando, por outro lado, algumas tendências do que poderá se consolidar como uma quarta fase de desenvolvimento para esta modalidade jornalística.
Para o download (gratuito) do livro, acesse o site do Labcom Books.

Suzana Barbosa