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terça-feira, 24 de abril de 2007

E nada de ConVergÊncia...

Otaviano Maia, jornalista e
pós-graduando em
Jornalismo Contemporâneo
pela Faculdades Jorge Amado

Era pra ser um dos melhores sites informativos do Estado da Bahia, visto o tempo que atuação no mercado e, por ter sido “a porta da esperança” de grandes nomes do jornalismo baiano. Mas, os 37 anos de existência do Tribuna da Bahia, transpostos no ciberespaço, configuram explicitamente que o veículo está bem distante do que se imagina jornalismo on-line.

O site do Tribuna nada mais é que um blog mal feito, estático, sem interatividade, onde os internautas não podem tecer comentários e que, como outros sites de jornais baianos, ainda estão na versão 1.0, tendo o usuário como mero espectador.

Abaixo a transposição do conteúdo impresso!

A multimidialidade, marco dos informativos na web, significando a integração das mídias clássicas (imagem, texto e som), ainda não teve sua importância inserida no seu espaço on-line desse informativo. Da mesma forma, não tem o acúmulo das edições anteriores e nem orienta os internautas a se aprofundarem nos assuntos abordados.

domingo, 22 de abril de 2007

Uma análise do jornalismo digital de A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia

Como parte integrante dos exercícios da disciplina Jornalismo Online, integrante da matriz curricular do curso de pós-graduação Jornalismo Contemporâneo (Faculdades Jorge Amado)ministrada pela Prof. Dra. Suzana Barbosa, apresentamos uma análise do estágio, estrutura da informação e das narrativas jornalísticas adotadas pelos jornais A Tarde, Correio da Bahia e Tribuna da Bahia, com o suporte teórico dos textos trabalhados em sala de aula e da referência bibliográfica sugerida.

Correio da Bahia: estágio e estrutura da informação da versão on-line

Yuri Almeida, jornalista e
pós-graduando em
Jornalismo Contemporâneo
pela Faculdades Jorge Amado
almeidayuri@hotmail.com
Apesar do Correio da Bahia ser o primeiro jornal da Bahia na Internet (96), continua estagnado na primeira geração de Webjornalismo.
No artigo "Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web", Luciana Mielniczuk, estabelece três etapas classificatórias para o desenvolvimento do jornalismo na web:
  1. Webjornalismo de primeira geração;
  2. Webjornalismo de segunda geração e
  3. Web jornalismo de terceira geração.
Na primeira etapa os produtos oferecidos eram reproduções de partes dos grandes jornais impressos, que passavam a ocupar o espaço na internet, configurando-se em um caratér meramente transpositivo. Mielniczuk revela que "a rotina de produção de notícias é totalmente atrelada ao modelo estabelecido nos jornais impressos e parece não haver preocupações com relação a uma possível forma inovadora de apresentação das narrativas jornalísticas".

Segundo Mielniczuk, a segunda geração seria simbolizada como metáfora, onde os veículos usam a estrutura das antigas mídias impressas para desenvolvimento da versão digital. Na terceira geração, os produtos jornalísticos exploram e aplicam as potencialidades oferecidas pela Web para fins jornalísticos.

Na home page do Correio da Bahia percebe-se uma reprodução e organização integral do que seria a versão impressa, com as respectivas editorias e lógica de comercialização do espaço. O www.correiodabahia.com.br, é apenas um produto para ocupar um espaço na Web, não compreendendo as necessidades dos usuários desse meio, os desafios e oportunidades da grande rede.

Continuidades

Do ponto de vistal editorial, a Web possibilita inovação de linguagem, ruptura com os modelos de produção de conteúdo e transformação das narrativas jornalísticas com a incorporação da multimídia, por exemplo. Até a função do usuário que lê na internet, sofre transformações, visto que, este deixa de ser mero receptor de notícias para interferir e produzir o próprio conteúdo. (Moherdaui, 2006).

Comercialmente, Ernani Neto, no artigo intitulado "O contexto empresarial do jornalismo on-line" explica que a world wibe web passa a ser "encarada como um meio de comunicação específico (com um audiência definida, estilos de interação diferenciados e características próprias de design e estética, atraindo a atenção dos veículos de massa tradicionais." Porém, o Correio da Bahia ainda não entrou no "ar".

Faltam Multimidialidade/Convergência dos conteúdos, não existe um arquivo audiovisual, infografia, slide show, assim como não há interatividade com o leitor, através de enquetes, fóruns, participação no veículo ou compartilhamento de conteúdo. A narrativa jornalística não explora a hipertextualidade, links, e não permite que o usuário tenha algum tipo de interação com a matéria, seja um simples botão para enviar a matéria por e-mail ou fazer correções gramaticais ou de dados e muito menos existe a personalização do conteúdo, uma vez que a sociedade é estruturada em valores individualistas, onde para o indivíduo urge a necessidade em ser único, singular.

Memória e Atualização

Marcos Palacios no artigo "Jornalismo Online, Informação e Memória: apontamentos para debate", sinaliza que com a Web "abre-se a possibilidade de disponibilizar online toda a informação anteriormente produzida e armazenada, através da criação de arquivos digitais, com sistemas sofisticados de indexação e recuperação da informação". Mas, o Correio da Bahia conduz a Memória do jornal de uma forma simplista, ao adotar como instrumento de busca de informação por editoria/dia/mês/ano, quando o ideal seria alternativas por palavra-chave, temas ou frases.

Outro ponto argumentado por Palacios, é a possibilidade de instantaneidade, já que "a rapidez do acesso, combinada com a facilidade de produção e de disponibilização, propiciadas pela digitalização da informação e pelas tecnologias telemáticas, permitem uma extrema agilidade de actualização do material nos jornais da Web". Contudo, o Última Notícias do Correio da Bahia, remete para o link do portal regional IBAHIA, que integra a Rede Bahia, do qual o jornal integra.
Referências bibliográficas consultadas:
MIELNICZUK, Luciana. Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web. Salvador: Calandra, 2003.
NETO, C. Ernani. Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na web. Salvador: Calandra, 2003.
PALACIOS, Marcos. Jornalismo online, informação e memória: apontamentos para debate. Paper apresentado no painel Informação e Jornalismo no evento Jornadas sobre Jornalismo On-line, Universidade da Beira Interior, Portugal, 21 de 2002.